Uma análise dos dados de gênero e raça das eleições municipais de 2016 – elaborado pelo Centro Feminista de Estudos e Assessoria (CFEMEA) – mostrou que as mulheres negras serão o grupo social de menor representatividade no Legislativo municipal nos próximos quatro anos. De acordo com os dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apenas 2.866 pretas e pardas foram eleitas para um total de 57.592 cadeiras nas Câmaras de Vereadores. Isto é: 5%. Veja gráfico. 

A comparação do percentual de eleitas com o total da população brasileira, em que as mulheres negras são mais de 26%, revela a pior relação entre todos os grupos. Nas Câmaras de Vereadores, pretas e pardas terão representatividade cinco vezes menor do que têm no universo de cidadãos e cidadãs. 

 

 mulheres negraseleicoes2016

 

Além da realidade nas Câmaras de Vereadores, o estudo mostra que as prefeituras terão uma cara branca e masculina: 70,3% dos eleitos (homens e mulheres) para as prefeituras são brancos. Os outros menos de 30% postos estão divididos entre pardos, pretos, indígenas e amarelos, com forte concentração (27,4%) no primeiro grupo.  

Destaca-se também o fato de que as pessoas negras são ainda menos representadas entre as mulheres do que entre os homens. Nas prefeituras, as negras são 27,8% (178 em números absolutos) do total de mulheres. Já os homens negros são 29,2% (1.432 em números absolutos) do total de homens. 

Para além da interdição das mulheres em espaços de poder e decisão escolhidos por meio de eleições, o grande diagnóstico oferecido pelas novas informações do TSE é que a população negra é profundamente sub-representada. 

O estudo confirmou que não faltam candidaturas de pessoas negras (49% do total de candidaturas), mas que essas pessoas não saem vitoriosas ao fim da disputa eleitoral. Falta capital político, faltam recursos financeiros, falta apoio do eleitorado e, principalmente, investimento dos partidos políticos. Falta também igualdade material como um todo. Como apontou o censo de 2010, os rendimentos médios mensais de homens e mulheres brancos e amarelos se aproximam do dobro do valor relativo aos grupos de homens e mulheres pretos, pardos e indígenas.

   
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