Desde a década de 70, através do trabalho de grupos e entidades negras que lutam contra o racismo no Brasil, o dia 20 de Novembro celebra a luta de Zumbi dos Palmares e é reconhecido nacionalmente como Dia da Consciência Negra. A data tornou-se ocasião para a reflexão e o debate sobre racismo e o lugar da população negra na sociedade brasileira. Qual é o sentido de celebrarmos um Dia da Consciência Negra quando durante todo o ano o racismo velado em nossa sociedade exclui, segrega, violenta e mata negras e negros?

 

No momento político em que vivemos, com a disseminação do autoritarismo, do racismo e da misoginia na sociedade e sua ascensão na política institucional, com a militarização das favelas e o recrudescimento da violência estatal contra a juventude negra e periférica, celebrar o dia da consciência negra tem um sentido simbólico e político no processo de conscientização sobre o racismo estruturante que impede a inclusão igualitária da população negra na sociedade brasileira.

 

Diante da ofensiva ultraliberal, conservadora e fascista que tem esfacelado os direitos das trabalhadoras e trabalhadores, das mulheres, das comunidades quilombolas e indígenas nos últimos anos, as mulheres negras e a juventude negra e periférica constituem forças proeminentes e mobilizadoras da resistência ao autoritarismo e da luta democrática por uma sociedade mais justa e igualitária.

 

A ocasião nos convida não apenas a reconhecermos as práticas racistas que permeiam as relações sociais e aprofundam as desigualdades no Brasil, como também a desenvolvermos estratégias para enfrentá-las, e exigir do poder público a implementação de políticas de enfrentamento ao racismo e de reparação da dívida social do Estado brasileiro com a população negra. A ocasião nos convida ainda a celebrar a resistência e a luta das mulheres negras por respeito e igualdade, e fortalermos suas pautas e reivindicações. Nos convida a denurciarmos e lutarmos contra o genocídio da juventude negra. Nos convida a nos comprometermos com o feminismo antirracista, a reconhecermos as desigualdades entre nós e lutarmos para que as mulheres negras possam ocupar a política e os espaços de poder e decisão.

 

Confira algumas reflexões de organizações de mulheres negras neste Dia da Cosciência Negra:

 

Justiça racial: sociedade e Estado em prol da igualdadeJustiça racial

 

Nós sabemos: Por que as mulheres negras são a vanguarda da revolução

 

“Nossa maior resistência é a nossa vida”

 

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