Já são mais de 70 mil mulheres disputando as eleições. Maranhão, Rio de Janeiro e Tocantins são os estados que lideram com a maior porcentagem de mulheres candidatas

O Tribunal Superior Eleitoral divulgou, em agosto, um levantamento parcial das candidaturas 2000, agregadas por sexo, nos Estados. Para a totalização final dos dados faltam ainda 400 municípios.

Até o momento foram identificadas 70.125 mulheres candidatas, representando 18,33% das candidaturas e 310.154 homens candidatos, representando 81,09% do total de 382,501 candidaturas. O presidente do TSE, ministro Néri da Silveira, em entrevista ao Fêmea, afirmou que o crescimento das mulheres candidatas se deve à política de cotas, que ele julga um instrumento necessário e importante de ação afirmativa para a valorização das mulheres. Segundo o ministro, o movimento de mulheres também faz um trabalho significativo de conscientização das mulheres na política.

Néri da Silveira afirmou que o TSE pretende fazer um levantamento para saber se os partidos políticos preencheram as cotas por sexo. O ministro acha que os partidos devem se preocupar em preencher as cotas com candidatas, mesmo antes das convenções partidárias, para garantir o espaço das mulheres.

Nos dados do TSE, um primeiro fato importante de destacar é a radical diminuição do número de registros sem a informação sobre o sexo. Enquanto em 1996, 37,25% dos registros das candidaturas não traziam esta informação, em 2000, até o momento, essa porcentagem é de 0,58% (2.222 registros). Vale lembrar que o TSE, através da Resolução nº 20.100, de 26 de fevereiro de 1998, obrigou o preenchimento da informação do sexo na ficha de registro das candidaturas.

Segundo os dados do TSE, até o momento, nenhum estado atingiu o percentual mínimo de 30% estabelecido pela Lei 9.504/97, mas, mesmo assim, constata-se um crescimento em torno de 40% do número de mulheres candidatas.

Em 1996, a cota mínima estabelecida em lei era de 20% e, naquele ano, somente o Amapá atingiu a cota, apresentando 20,18% de mulheres candidatas. O segundo Estado a se aproximar da cota foi o Acre, com 19,96%, seguido dos Estados de Mato Grosso do Sul, Tocantins, Mato Grosso, Pará e Rio de Janeiro, na faixa dos 18% de candidaturas de mulheres.

Em 2000, segundo o levantamento do TSE, os Estados do Maranhão (21,62%), Rio de Janeiro (21,40%) e Tocantins (21,01%) são os que mais mulheres candidatas apresentaram. Em seguida vêm os Estados do Mato Grosso do Sul (20,88%), Amapá (20,57%), Acre (20,51%) e Pará (20,01%).

Os Estados do Maranhão, Pará e Piauí, em relação ao ano de 1996, tiveram um decréscimo do número de candidaturas de homens e mulheres. E o Estado do Piauí foi a única Unidade da Federação que diminuiu a porcentagem de mulheres candidatas.

No início de setembro, o Tribunal Superior Eleitoral deve divulgar os dados finais, possibilitando o levantamento do cumprimento das cotas pelos Partidos Políticos.

   
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