Mobilização em resposta às estatísticas alarmantes de violência contra mulher acontecerá às 12h, na praça do Buriti

Brasil de Fato | Brasília (DF) |
 

Jogral em memória às 32 mulheres vítimas de feminicídio no DF e Entorno entre 2022 e o início deste ano - Bianca Feifel

 

Em encontro realizado nesta quarta-feira (18), no Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF), o Levante Feminista Contra Feminicídio DF e Entorno definiu um ato, a ser realizado no próximo dia 25, às 12h, na Praça do Buriti. A mobilização acontece em resposta às estatísticas alarmantes de violência contra a mulher.  Apenas na primeira semana deste ano, o DF já registrou o mesmo número de feminicídios que todo o mês de janeiro de 2022.  

O encontro, que aconteceu em formato híbrido e está disponível no YouTube, reuniu movimentos feministas, professoras e mulheres representantes do poder político e judiciário. 

Uma saudação à orixá Oxum, performada por Margareth Rose, abriu o evento. Em seguida, foi feita a leitura de um manifesto de denúncia contra a naturalização e o enraizamento da violência contra mulher na sociedade, finalizada por um jogral homenageando as 32 mulheres vítimas de feminicídio no DF e Entorno entre 2022 e janeiro deste ano.  

:: Cida Gonçalves anuncia retomada da Casa da Mulher Brasileira e combate à desigualdade salarial ::

“Ao nomear o feminicídio, apontamos o caráter não acidental das violências que culminam na morte de mulheres - sobretudo pretas e pobres -, indicamos a necropolítica de gênero e a corresponsabilidade do Estado na violação dos Direitos Humanos de Mulheres e de Crianças, pois o feminicídio produz orfandades dolorosas”, afirma o manifesto.

:: Clique aqui para receber notícias do Brasil de Fato DF no seu Whatsapp ::

Fonte: BdF Distrito Federal

Edição: Flávia Quirino

fonte: https://www.brasildefato.com.br/2023/01/21/levante-feminista-contra-feminicidio-convoca-ato-para-dia-25-no-df

 

leia também:


Receba Notícias

Direitos Sexuais e Reprodutivos

logo ulf4

Cfemea Perfil Parlamentar

logo ulf4

Violência contra as mulheres em dados

Rita de Cássia Leal Fonseca dos Santos

Ministério do Planejamento
CLIQUE PARA RECEBER O LIVRO (PDF)

marcha das margaridas agosto 2023

Recomendamos a leitura

Estudo: Elas que Lutam

CLIQUE PARA BAIXAR

ELAS QUE LUTAM - As mulheres e a sustentação da vida na pandemia é um estudo inicial
sobre as ações de solidariedade e cuidado lideradas pelas mulheres durante esta longa pandemia.

legalizar aborto

Artigos do Cfemea

Eleições: O “feminismo” de fundamentalistas e oligarcas

Candidaturas femininas crescem no país, até em partidos conservadores. Se o atributo de gênero perde marcas pejorativas, desponta a tentativa de passar ao eleitorado uma receita morna de “defesa das mulheres” – bem ao gosto do patriarcado

A pandemia, o cuidado, o que foi e o que será

Os afetos e o cuidar de si e dos outros não são lugar de submissão das mulheres, mas chave para novas lutas e processos emancipatórios. Diante do horror bolsonarista, sangue frio e coração quente são essenciais para enfrentar incertezas, ...

Como foi viver uma Campanha Eleitoral

ataques internet ilustracao stephanie polloNessa fase de campanha eleitoral, vale a pena ler de novo o artigo que Iáris Cortês escreveu uns anos atrás sobre nossa participação em um processo eleitoral

Dezesseis anos da Lei 11.340, de 07/08/2006, Lei Maria da Penha adolescente relembrando sua gestação, parto e criação

violencia contra mulherNossa Lei Maria da Penha, está no auge de sua adolescência e, se hoje é capaz de decidir muitas coisas sobre si mesma, não deve nunca esquecer o esforço de suas antepassadas para que chegasse a este marco.

Como o voto feminino pode derrubar Bolsonaro

eleicoes feminismo ilustracao Thiago Fagundes Agencia CamaraPesquisas mostram: maioria das mulheres rechaça a masculinidade agressiva do presidente. Já não o veem como antissistema. Querem respostas concretas para a crise. Saúde e avanço da fome são suas principais preocupações. Serão decisivas em outubro. (Ilustração ...

Direito ao aborto: “A mulher não é um hospedeiro”

feministas foto jornal da uspNa contramão da América do Sul, onde as mulheres avançam no direito ao próprio corpo, sociedade brasileira parece paralisada. Enquanto isso, proliferam projetos retrógrados no Congresso e ações criminosas do governo federal

As mulheres negras diante das violências do patriarcado

mulheres negras1Elas concentram as tarefas de cuidados e são as principais vítimas de agressões e feminicídios. Seus filhos morrem de violência policial. Mas, através do feminismo, apostam: organizando podemos desorganizar a ordem vigente

Balanço da ação feminista em tempos de pandemia

feminismo2Ativistas relatam: pandemia exigiu reorganização política. Mas, apesar do isolamento, redes solidárias foram construídas – e o autocuidado tornou-se essencial. Agora, novo embate: defender o direito das mulheres nas eleições de 2022

Sobre meninas, violência e o direito ao aborto

CriancaNaoEMae DivulgacaoProjetemosO mesmo Estado que punir e prendeu com rapidez a adolescente de João Pessoa fechou os olhos para as violências que ela sofreu ao longo dos anos; e, ao não permitir que realizasse um aborto, obrigou-a a ser mãe aos 10 anos

Por que o aborto ainda não é um direito no Brasil?

aborto outras palavrasNo Dia de Luta pela Legalização do Aborto na América Latina, frente nacional feminista questiona o atraso. Uruguai, Argentina e México conquistaram avanços, mas país de Bolsonaro insiste em negar direito mulheres ao próprio corpo

nosso voto2

...