As vítimas encontram-se profundamente fragilizadas pelo episódio. A reprodução de versões que minimizam a violência ou transformam as vítimas em participantes de uma suposta “briga generalizada” amplia o sofrimento de mulheres que ainda estão lidando com as consequências físicas e emocionais do ocorrido.

 

NOTA À IMPRENSA E À SOCIEDADE

A defesa de Thayná e Isis vem a público prestar esclarecimentos diante da forma como as agressões sofridas pelas duas mulheres têm sido retratadas por alguns veículos de comunicação.

É necessário, antes de tudo, afastar a narrativa de que teria ocorrido uma “briga generalizada”. Segundo o relato das vítimas, o que ocorreu foi uma situação de violência em que um homem agrediu fisicamente três mulheres, entre elas Isis, uma mulher trans. Tratar o episódio como uma briga entre pessoas em condições equivalentes distorce a dinâmica narrada pelas vítimas e contribui para sua revitimização.

Também não se tratou de uma agressão de menor gravidade. Thayná sofreu lesões graves na região do maxilar, necessitou de internação e foi submetida a procedimento cirúrgico. Após receber alta hospitalar, permanece em recuperação e deverá ficar afastada de suas atividades habituais por, no mínimo, 40 dias.

As vítimas encontram-se profundamente fragilizadas pelo episódio. A reprodução de versões que minimizam a violência ou transformam as vítimas em participantes de uma suposta “briga generalizada” amplia o sofrimento de mulheres que ainda estão lidando com as consequências físicas e emocionais do ocorrido.

Há, ainda, relato de ofensas de conteúdo transfóbico dirigidas a Isis antes das agressões, circunstância que integra o conjunto dos fatos submetidos à apuração e que não pode ser desconsiderada na compreensão do episódio.

O caso está sendo acompanhado pelas autoridades competentes, e a defesa tem colaborado para que todos os fatos sejam devidamente esclarecidos. Não pretendemos antecipar pelas redes sociais aquilo que deverá ser apurado pelas instituições responsáveis. Da mesma forma, contudo, não aceitaremos que a violência sofrida por Thayná e Isis seja minimizada ou que narrativas imprecisas contribuam para sua revitimização.

Neste momento, pedimos responsabilidade e sensibilidade no tratamento público do caso, especialmente em respeito às vítimas, que precisam de espaço e tranquilidade para sua recuperação.

Dr. Álvaro Mangabeira
OAB/DF nº 52.760

Dr. Gabriel Borba
OAB/DF nº 70.630

fonte: https://www.instagram.com/p/Dd4u7wznF7z/?img_index=1&stkn=MWVoczA5cHdjNnA4bw%3D%3D

 

apolo tayna isis

Thayná e Ísis são as passageiras envolvidas em um caso de grave violência física após uma corrida com um motorista de aplicativo no Distrito Federal, ocorrido em setembro de 2026. [1, 2]
O Caso no Distrito Federal
    • Ocorrência: A confusão aconteceu no dia 27 de setembro de 2026, no DF. [1]
      • Estado de saúde: Thayná sofreu lesões graves na região e passou por cirurgia médica. Ísis é uma mulher trans que também estava no veículo. [1, 2]
        • Acusações: As passageiras afirmam que sofreram agressão física e ofensas transfóbicas por parte do motorista. [1]
          • Defesa do motorista: O condutor alega que foi atacado pelas clientes e que apenas reagiu em legítima defesa. [1]
            • Investigação: A defesa das mulheres divulgou nota pública refutando a versão de "briga generalizada" e apontando agressão direcionada. O caso é investigado pela Polícia Civil. [1, 2]
            (Tainá Müller e Ísis Broken, são as diretoras do premiado documentário brasileiro "Apolo", que retrata a gestação de um casal trans). [1, 2]

            acervo cfemea2