Nota
Com 31 votos, ela ocupará a vaga anteriormente pertencente à acadêmica Maria Amélia Amaral Palladino. A eleição representa um avanço para a representatividade racial na literatura e nas instituições tradicionais dedicadas à cultura no Rio de Janeiro.
Autora de livros como Água de Barrela, O Crime do Cais do Valongo, Solitária e Meridiana, Eliana desenvolve uma obra marcada pela investigação da memória, da ancestralidade e da história afro-brasileira.
Seus livros abordam questões como racismo, desigualdade social e experiências da população negra, trazendo para o centro da narrativa histórias frequentemente marginalizadas.
A escritora também acumula importantes reconhecimentos literários. Em 2022, conquistou o Prêmio Jabuti na categoria Contos, com A Vestida: Contos.
Em 2026, recebeu o Prêmio Guimarães Rosa, da Academia Brasileira de Letras, pelo romance Meridiana, publicado em 2025. Sua eleição para a Academia Carioca de Letras amplia o reconhecimento de uma trajetória que articula literatura, memória e valorização das experiências negras no Brasil.
Viva!