Não podemos ter dúvidas que precisamos e podemos ganhar com Lula no segundo turno, no domingo próximo, dia 25 de outubro. Não vamos entrar numa aspiral destrutiva de direitos e políticas democráticas que conquistamos ao derrotar a ditadura militar e fomos ampliando com o ciclo dos governos do PT.
Cândido Grzybowski - Ibase

Democracia se pratica reconhecendo direitos iguais para todos, sempre com mais e mais participação e compartilhamento, além de vigilância permanente. Felizmente, tomamos consciência do perigo que está implantado entre nós e que não esconde seu autoritarismo destrutivo de gente, abertamente afirmado, com submissão da nossa soberania democrática e nosso destino como povo e nação, assim como o cuidado da integridade de nosso bem comum natural, que nos cabe zelar para compartir entre todas e todos brasileiros.[i]
Estamos diante uma disputa eleitoral estratégica entre democracia e barbárie. Felizmente para este segundo turno tomamos as ruas e as redes, com grandes mobilizações e muito ativismo cidadão. A hegemonia democrática se conquista no chão da sociedade, indispensável para manter e revitalizar o poder estatal democrático com capacidade tanto de enquadramento e controle de forças autoritárias e conservadoras alojadas no Congresso, podendo ampliar direitos e promover políticas de inclusão social, combatendo a pobreza, a fome, a exclusão, o desemprego, o racismo e a discriminação ainda vigentes, a violência social, especialmente nas grandes periferias urbanas, o feminicídio, a destruição de nosso bem comum natural, com desmatamentos e queimadas, poluição de rios e nascentes, com mudança climática, provocando grandes inundações ou secas, com perda de vidas e de produção de alimentos...
Não podemos deixar que uma globalização capitalista a serviço dos um por cento mais ricos da população mundial, com seus ativos financeiros e especulativos, big techs, nos levem à barbárie excludente. No contexto de disputas geopolíticas e multilateralismo, o Brasil democrático vem conquistando reconhecimento e é voz ativa e respeitada, com projeção da liderança de Lula. A direita autoritária e subserviente aos interesses imperiais dos Estados Unidos da América, nos considera seu quintal e reserva de grandes recursos naturais a seu dispor.
Enfim, não podemos ignorar o poder destrutivo da democracia e das políticas sociais inclusivas que conquistamos ao derrotar a ditadura e eleger governos democráticos. Já enfrentamos a destruição democrática praticado pelo patriarca eleito na esteira do Golpe Parlamentar de 2016 contra a presidente Dilma e a arbitrária prisão de Lula pela Lava-Jato. Foi um governo dos mais destrutivos da história do Brasil, depois da ditadura militar. Na eleição de 2022, derrotado por Lula, liderou um golpe militar no 8 de janeiro de 1923, invadindo e destruindo a Praça dos Poderes, em Brasília. Felizmente o pretenso restaurador da ditadura militar e seus comparsas formam presos e condenados pela TSE.
Agora os filhos e herdeiros do patriarca golpista, tentam retomar o projeto autoritário pelo voto para destruir os avanços nas políticas governamentais garantidoras de direitos democráticos visando a ampla inclusão social, com cuidado de gente e da natureza, nosso grande bem comum territorial. Temos que votar convictos no dia 25 no Lula e contar com sua engenhosidade já demonstrada na formulação e gestão de políticas democráticas de direitos em busca de mais e mais justiça para o nosso sofrido povo das periferias, rurais e urbanas. Os ventos viraram a nosso favor, não tenho dúvidas.
[i] Aos meus leitores do blog Sentidos e Rumos devo uma explicação pelo silêncio e falta de postagens com análises políticas sobre a desafiadora conjuntura eleitoral brasileira. Sofri um grave acidente, com fratura exposta no braço esquerdo, tornado difícil escrever no computador. Felizmente, agora estou em fase de fisioterapia e recuperando capacidade gradativamente.









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