Mulheres de Fortaleza pedem por justiça no maior julgamento de violência policial do ano

Começa no dia 20 de junho o julgamento dos 34 policiais militares acusados de matar 11 pessoas na Chacina do Curió, ocorrida em 2015, na Grande Messejana, periferia de Fortaleza. Desde então, mães e familiares da vítimas lutam por justiça, articuladas com movimentos de mulheres de todo o país. Depois de sete anos e meio, elas estarão frente a frente com os executores de seus filhos, maridos, irmãos. Esse será o maior julgamento do ano no país e o que tem o maior número de militares no banco dos réus desde o massacre de Eldorado dos Carajás, ocorrido em 2006, no Pará

SAIBA MAIS

A ultra-direita domina. A ex-ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos do governo Bolsonaro, Damares Alves (Republicanos), conseguiu se eleger com 44,98% dos votos pelo Distrito Federal. Outra perlamentar de extrema-direita, Tereza Cristina (PP-MS), que comandou o ministério da Agricultura no governo Bolsonaro e se destacou por suas posturas anti-ambientalistas, anti-indígenas e em favor da liberação total de agrotóxicos, teve 60,85% dos votos. Em Tocantins, ganhou a professora Dorinha (União Brasil), menos radical que as duas anteriores, porém de posturas de dieita, foi eleita com 50,42%. A única de esquerda, Teresa Leitão (PT), foi eleita por Pernambuco com 46,12% dos votos.

 

 

Teresa Leitão, a única mulher de esquerda eleita para o Senado Federal em 2022No Senado, vão terminar o mandato no final do ano: Mailza Gomes (PP-AC), Maria do Carmo Alves (PP-SE), Nilda Gondim (MDB-PB) e Simone Tebet (MDB-MS). A bancada feminina permanece com a mesma quantidade no Senado. 

presidente Jair Bolsonaro foi o grande vitorioso na eleição para o Senado neste domingo (2). O partido dele, o PL, elegeu o maior número de senadores e terá, a partir de janeiro de 2023, a bancada mais numerosa da Casa.

Além disso, Bolsonaro viu aliados como o vice-presidente Hamilton Mourão (RS) e a ex-ministra Damares Alves (DF), ambos do Republicanos, e a também ex-ministra Tereza Cristina (PP-MS) vencerem a disputa.

Dos 27 senadores eleitos, oito são do PL, o dobro de senadores eleitos pelo PT, do ex-presidente Lula, que emplacou quatro. Com isso, o partido de Bolsonaro começará a próxima legislatura, caso não haja mudanças, com 14 senadores.

Os petistas terão nove representantes e ficarão atrás do PSD, que terá 11 assentos, do MDB e do União Brasil, com dez cada. Depois do PL, o partido que mais elegeu senadores foi o União Brasil.

 

Com informações do Congresso em Foco e Poder 360

 

Apesar de maior presença de mulheres na disputa ao Senado, bancada feminina diminui

Da Agência Senado | 03/10/2022, 11h48

 

 

A próxima Legislatura, que começa em 2023, terá um número menor de mulheres nas cadeiras do Senado: 10. No início da Legislatura anterior, em 2019, eram 12. Apenas quatro senadoras foram eleitas nas eleições deste ano: Damares Alves (Republicanos-DF), Professora Dorinha (União-TO), Teresa Leitão (PT-PE) e Tereza Cristina (PP-MS). 

Das atuais dez titulares, seis mantêm-se no cargo até 2027. Somadas às eleitas, serão 10 senadoras a partir de 2023 (12,3% do total de parlamentares). O número pode se alterar caso o senador Jorginho Mello (PL-SC) seja eleito governador, o que tornaria titular a senadora Ivete da Silveira (MDB-SC).

Em 2018 — quando havia duas vagas em disputa para o Senado — foram eleitas sete senadoras, e uma suplente assumiu. Com isso, eram previstas 12 senadoras para iniciar as atividades em 2019.

Já em 2014, quando também só foi aberta uma vaga por estado, foram eleitas cinco senadoras, uma a mais do que no atual pleito.

No momento, seis senadoras suplentes estão na ativa. Duas estão em mandatos que se encerram em fevereiro de 2023 e as outras quatro podem deixar o Senado com o retorno dos titulares.

Concorrência

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou neste ano 53 candidatas do sexo feminino ao Senado, percentual que alcançou 22,5% dos concorrentes à Casa.

O índice ficou abaixo do mínimo de 33% esperado para as candidaturas femininas em todos os cargos, mas subiu quando comparado a 2018, quando as mulheres eram 17,6% das candidatas ao Senado, ou 2014, quando totalizaram 18,9%.

Representantes

Permanecem nos cargos de senadoras até 2027 Daniella Ribeiro (PSB-PB), Eliziane Gama (Cidadania-MA), Leila Barros (PDF-DF), Mara Gabrilli (PSDB-SP), Soraya Thronicke (União-MS) e Zenaide Maia (Pros-RN).

Duas das atuais senadoras que disputaram a reeleição não obtiveram êxito: Rose de Freitas (MDB-ES) e Kátia Abreu (PP-TO). Janeiro de 2023 também é o fim de mandato para Simone Tebet (MDB-MS), que disputou a Presidência da República, e Maria do Carmo Alves (PP-SE), que teve três mandados consecutivos nas cadeira de senadora, totalizando 24 anos na Casa, mas que não concorreu desta vez.

A depender dos titulares, podem permanecer em atividade, além de Ivete da Silveira, as senadoras suplentes Eliane Nogueira (PP-PI), Margareth Buzetti (PP-MT) e Maria das Vitórias (PSD-AC). Deixam o Senado Nilda Gondim (MDB-PB) e Mailza Gomes (PP-AC).

Novas deputadas

Na Câmara dos Deputados, a bancada feminina será maior que a atual. Em 2018, foram eleitas 77 mulheres (15% do total de deputados). Neste ano, foram 91 deputadas eleitas, o que representa 17,7% do total. 

Apesar do aumento, ainda há sub-representação feminina no Parlamento em relação aos dados globais. A participação das mulheres nos parlamentos é de 26,4% em média, segundo a União Interparlamentar (UIP), organização global que reúne 193 países. Ranking da mesma instituição coloca o Brasil no 146° lugar na participação de mulheres na política, entre os 193 países analisados.

 

Fonte: Agência Senado

 

fonte: https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2022/10/03/apesar-de-maior-presenca-na-disputa-ao-senado-bancada-feminina-reduz-tamanho


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