Mulheres de Fortaleza pedem por justiça no maior julgamento de violência policial do ano

Começa no dia 20 de junho o julgamento dos 34 policiais militares acusados de matar 11 pessoas na Chacina do Curió, ocorrida em 2015, na Grande Messejana, periferia de Fortaleza. Desde então, mães e familiares da vítimas lutam por justiça, articuladas com movimentos de mulheres de todo o país. Depois de sete anos e meio, elas estarão frente a frente com os executores de seus filhos, maridos, irmãos. Esse será o maior julgamento do ano no país e o que tem o maior número de militares no banco dos réus desde o massacre de Eldorado dos Carajás, ocorrido em 2006, no Pará

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A pesquisa “Percepções sobre controle, assédio e violência doméstica: vivência e práticas”, realizada pelo Instituto Patrícia Galvão em parceria com o Inteligência em Pesquisa e Consultoria Estratégica (Ipec), constatou que uma em cada quatro mulheres brasileiras sofre violência doméstica com frequência.

A reportagem é de Edelberto Behs, jornalista. 

Do universo ouvido, 31% das mulheres declararam que sofreram tentativa ou abuso sexual; 45% das pesquisadas disseram que já tiveram o corpo tocado sem seu consentimento em local público, mas apenas 5% dos homens admitiram que praticaram qualquer importunação.

Mais mulheres (20%) do que homens (14%) admitiram que se envolveram em pelo menos uma briga séria com outra pessoa, com agressões físicas ou verbais, nos últimos dois anos. Mas 92% dos homens e 85% das mulheres declararam que brigar não vale a pena.

Mas 42% das ouvidas brigaram com os atuais ou ex-parceiros, e 37% com familiares; 34% das mulheres e 25% dos homens alegaram que foram obrigados a bloquear contato ao término de um relacionamento; 18% das mulheres e 8% dos homens mudaram o número do telefone e 15% das mulheres e 6% dos homens registraram boletim de ocorrências.

Quando o homem descobre que foi denunciado, 92% das mulheres consideram que correm o risco de sofrer mais violência ainda; 89% acham que os homens que praticam violência doméstica contra a mulher não costumam receber as devidas punições e o mesmo percentual concorda que homens que agridem mulheres sabem que se trata de um crime, mas não acreditam que serão punidos.

Em municípios com até 50 mil habitantes, 16% dos homens acham que a Lei Maria da Penha “deveria ser anulada, porque bater na parceira pode ser errado, mas não deveria ser crime”; 74% das mulheres entendem que a Lei Maria da Penha estimula os homens a respeitarem mais as mulheres. Para 76% das pessoas entrevistadas, a polícia e a justiça no Brasil tratam a violência doméstica contra mulheres como um assunto pouco importante.

A pesquisa “Percepções sobre controle, assédio e violência doméstica, vivências e práticas”, de abrangência nacional, entrevistou por telefone 1,2 mil pessoas – 800 homens e 400 mulheres – acima de 16 anos. A margem de erro é de 3 pontos percentuais.

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