Malala defendeu o acesso universal à educação e falou sobre violência em escolas em visita ao Rio para abertura do Salão Carioca do Livro

 

 atualizado 22/05/2023 7:22

Malala Yousafzai
Reprodução/Instagram
 
 

Em visita ao Brasil, a ativista e escritora Malala Yousafzai defendeu a importância do acesso universal à educação e frisou, em meio às cenas de violência em instituições de ensino registradas em território brasileiro, que a escola “não deve ser um local de medo”. Malala está no Rio de Janeiro pela segunda vez, onde fará o discurso de abertura o evento Ler – Salão Carioca do Livro, na noite desta segunda-feira (22/5).

A mais jovem vencedora do Prêmio Nobel da Paz foi vítima de um ataque do regime extremista Talibã em 2012, quando ainda tinha 15 anos e estava a caminho da escola, na região paquistanesa do Vale do Swat. Desde então, se tornou uma porta-voz dos direitos das mulheres e do acesso à educação.

“A escola não deveria ser um espaço de medo. As pessoas deveriam se sentir protegidas quando vão para a escola e voltam para suas casas”, declarou, em entrevista ao Fantástico.

“Estou profundamente preocupada com as mulheres afegãs”, diz Malala

Questionada sobre os episódios de violência registrados nas escolas localizadas em comunidades do Rio de Janeiro, Malala cobrou participação de lideranças do país e ações globais em eventos voltados para a segurança de estudantes.

“Eu gostaria que todos os líderes se juntassem a mim para ouvir alunos e professores que estão levando essa questão importante. E eu espero que a gente não veja mais notícias como essas. A escola deveria ser um espaço seguro para todos”, prosseguiu.

Educação inclusiva

Malala participa do evento de abertura do Salão no Livro, no Maracanãnzinho, e deve falar para 8 mil pessoas: professores, estudantes, ativistas, produtores culturais e integrantes de projetos para educação voltados para meninas e mulheres.

“Toda mulher tem uma história, é singular e tem algo para compartilhar ao mundo. A minha história não é única, poderia ser a história de qualquer menina do Vale do Swat, no Paquistão”. Ela chamou a atenção, no entanto, aos baixos índices de qualidade de educação no caso de minorias brasileiras, como aldeias indígenas e comunidades quilombolas.

 

“Que tenhamos investimento pleno e que seja uma educação inclusiva para todas as pessoas, e que nenhuma menina seja deixada para trás, de onde vier. A mudança é possível e somos nós que podemos fazer com que ela aconteça”, reforçou.

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