Investigação se debruça na morte da vereadora, do motorista Anderson Gomes e da tentativa de homicídio contra a assessora Fernanda Chaves

Correio Braziliense
postado em 24/07/2023 07:15

 

A vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco, eleita em 2016 com 40 mil votos, e o motorista Anderson Gomes, foram executados à tiros  -  (crédito: Renan Olaz/CMRJ)
A vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco, eleita em 2016 com 40 mil votos, e o motorista Anderson Gomes, foram executados à tiros - (crédito: Renan Olaz/CMRJ)

Um homem suspeito de envolvimento na morte da vereadora Marielle Franco foi preso na manhã desta segunda-feira (24/7). A Polícia Federal e o Ministério Público do Rio de Janeiro deflagraram a Operação Élpis e cumprem mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão. A investigação se debruça na morte da vereadora, do motorista Anderson Gomes e da tentativa de homicídio contra a assessora Fernanda Chaves. Os crimes completaram cinco anos. O preso foi o ex-bombeiro Maxwell Corrêa, amigo de Ronnie Lessa — acusado e preso pelo assassinato de Marielle e Anderson.

Maxwell foi condenado a quatro anos de prisão em 2021, acusado de atrapalhar as investigações. No entanto, ele cumpria a pena em regime aberto. O ex-bombeiro ajudou a esconder as armas que estavam no apartamento de Lessa.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, confirmou a operação da PF e disse que a corporação está avançando nas investigações. "Hoje a Polícia Federal e o Ministério Público avançaram na investigação que apura os homicídios da Vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, além da tentativa de homicídio da assessora Fernanda Chaves", escreveu o ministro, no Twitter.

A vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco, eleita em 2016 com 40 mil votos, e o motorista Anderson Gomes, foram executados à tiros por volta das 21h do dia 14 de março de 2018. Meses depois do crime, os primeiros suspeitos foram presos: o vereador Marcello Siciliano (PHS) e Orlando Oliveira de Araújo, acusado de chefiar uma milícia, foram investigados pelo crime. Siciliano chegou a ser preso, mas foi descartado como suspeito.

Um ano depois, em março de 2019, a Polícia Civil e o Ministério Público prenderam o policial militar reformado Ronnie Lessa, acusado de fuzilar Marielle e Anderson, e o ex-PM Élcio Queiroz, possível motorista do carro usado no crime. A investigação acerca dos mandantes do crime prosseguem.

Pelo Instagram, o presidente da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur), Marcelo Freixo (PT), amigo da vereadora, celebrou a prisão. "Esse é mais um passo importante para descobrir quem mandou matar Marielle Franco", disse. Freixo ainda parabenizou a PF e o MPF. "Identificar os mandantes do assassinato é crucial para derrotarmos essa máfia e reconstruirmos nosso Estado. A execução de Marielle e Anderson Gomes foi um crime político, contra a democracia. E não pode ficar sem resposta", afirmou. 

fonte: https://www.correiobraziliense.com.br/brasil/2023/07/5111083-homem-suspeito-de-envolvimento-na-morte-de-marielle-franco-e-preso-pela-pf.html

 

Caso Marielle: delação premiada confirma Ronnie Lessa como autor e leva à nova prisão

 
 
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Sul 21
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O ministro da Justiça e da Segurança Pública, Flávio Dino, concedeu na manhã desta segunda-feira (24) entrevista coletiva sobre as investigação a respeito do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Dino informou que o ex-policial militar Élcio Queiroz, que está preso desde 2019, assinou um acordo de delação premiada em que afirma que o também ex-policial Ronnie Lessa foi o responsável pelos disparos.

A coletiva do ministro ocorreu horas após a deflagração da Operação Élpsi, da Polícia Federal e o Ministério Público do Rio de Janeiro deflagraram a Operação Élpis, que cumpriu um mandado de prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão naquele Estado.

A prisão efetuada foi do ex-bombeiro Maxwell Simões Corrêa, que, segundo Élcio Queiroz, foi responsável por vigiar a vereadora antes dos homicídios. Élcio afirmou que Maxwell deveria participar da emboscada, mas acabou sendo trocado na hora do atentado. Élcio assumiu a função.

O ex-bombeiro já havia sido preso em junho de 2020 por atrapalhar as investigações dos homicídios e foi condenado, em 2021, a quatro anos de prisão. Ele era o proprietário do veículo usado para esconder armas que passaram pelo apartamento de Ronnie Lessa. Ele também é acusado de ajudar a descartar o armamento no mar.

O crime ocorreu no dia 14 de março de 2018, por volta das 21h30, na rua Joaquim Palhares, no bairro do Estácio, na região central do Rio. Marielle e Anderson foram mortos a tiros dentro de um carro. A assessora Fernanda Chaves também estava no veículo, mas sobreviveu aos ferimentos.

Durante a coletiva, Dino afirmou que a delação de Élcio encerra a apuração sobre a execução das vítimas, mas as investigações irão continuar até chegar nos mandantes do crime.

“Há convergência entre a narrativa do Élcio e outros aspectos que já se encontravam em posse da polícia. O senhor Élcio narra a dinâmica do crime, a participação dele próprio e do Ronnie Lessa e aponta o Maxwell e outras pessoas como copartícipes”, afirmou o ministro. “A partir daí, as instituições envolvidas terão os elementos necessários ao prosseguimento da investigação. Não há, de forma alguma, a afirmação de que a investigação se acha concluída, pelo contrário. O que acontece é uma mudança de patamar da investigação”.

Dino disse ainda que aspectos da delação permanecem em sigilo e que novas operações provavelmente irão ocorrer nas próximas semanas.

A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, irmã de Marielle, postou mensagem no seu perfil do Twitter em que reafirma a confiança nas investigações. “Falei agora por telefone com o ministro Flávio Dino e com o diretor-geral da Polícia Federal sobre as novidades do caso Marielle e Anderson. Reafirmo minha confiança na condução da investigação pela PF e repito a pergunta que faço há cinco anos: quem mandou matar Marielle e por quê?”, questionou mais uma vez.

Na mesma rede social, o presidente da Embratur Brasil, Marcelo Freixo, considerou mais um passo importante para a solução dos assassinatos. “Quem mandou matar Marielle? Mais um passo importante da Polícia Federal para identificar os mandantes do crime. Marielle e eu trabalhamos juntos desde 2006 e sempre enfrentamos a máfia assassina que comanda o RJ. Por isso, apontar os autores desse crime político é crucial para reconstruirmos nosso Estado”, finalizou.

*Com informações da Agência Brasil e do G1

 
 

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