Relatório da Unesco aponta que a representação de mulheres em cargos de liderança na área de Ciência e Tecnologia no Brasil é está entre 0% e 2%

 

Correio Braziliense
9/06/2023 20:12

 

 (crédito: National Cancer Institute/Unsplash)
(crédito: National Cancer Institute/Unsplash)

Apesar de ter crescido nos últimos anos, a presença de mulheres nas áreas de pesquisa ou em agremiações de diversas áreas, como o Prêmio Nobel, ainda não representa de maneira significativa a presença delas na sociedade. As mulheres são apenas 33% entre os pesquisadores globais e menos de 4% no Prêmio Nobel, segundo dados o último Relatório da Ciência da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

No Brasil, os dados são ainda mais alarmantes porque a representação de mulheres em cargos de liderança na área de Ciência e Tecnologia está entre 0% e 2%, de acordo o último relatório da Unesco-British Council de 2021. Por isso, o programa Para Mulheres na Ciência visa justamente dar espaço nessa área para mulheres brasileiras que trabalham com ciência, dando a oportunidade para sete jovens, das áreas de Ciências da Vida, Ciências Físicas, Ciências Químicas e Matemática de receber R$ 50 mil cada, para dar prosseguimento aos seus estudos.

A edição de 2023 do programa Para Mulheres na Ciência marca os 25 anos de existência da premiação mundial já está com as inscrições abertas. A 18ª edição será realizada pela L'Oréal, em parceria com a Unesco no Brasil e a Academia Brasileira de Ciências (ABC).

“As mulheres têm se destacado cada vez mais nas diferentes áreas da ciência, mas ainda há um longo caminho a percorrer para que haja maior equidade de gênero. O programa Para Mulheres na Ciência, há 18 anos no Brasil, incentiva e empodera jovens e talentosas pesquisadoras, reforçando nossa crença de que o mundo precisa de ciência, e a ciência precisa de mulheres!”, diz Patrick Sabatier, Diretor de Relações Institucionais & Engajamento da L'Oréal Brasil.

Maria Domingues Vargas, diretora da Academia Brasileira de Ciências, revela que o programa já premiou 117 jovens pesquisadoras no Brasil em 17 edições e que também inspirou outras milhares de jovens que enfrentam diariamente o estereótipo vigente de que a área de que mulheres não podem ser cientistas.

"É consenso entre elas que o prêmio impulsionou suas carreiras por proporcionar grande visibilidade às suas pesquisas e ampliação da rede de contato e apoio. A premiação é motivo de orgulho nas suas respectivas universidades e de reconhecimento na comunidade científica, com convites para eventos e atividades científicas no Brasil e no exterior. Isso resulta em maior alcance e impacto das pesquisas", destaca a diretora. 

"A realização do programa Para Mulheres na Ciência é uma oportunidade de promovermos, de forma plena e igualitária, o acesso à ciência e a participação de mulheres nessa área. A igualdade de gênero é uma prioridade global da Unesco, e incentivar as mulheres em sua formação e habilidades plenas representa uma condição fundamental para garantirmos um futuro mais igualitário e para alcançarmos um desenvolvimento sustentável", afirma a Diretora e representante da Unesco no Brasil, Marlova Jovchelovitch Noleto.

Requisitos para participar

Para participar, é necessário que a candidata tenha concluído o doutorado a partir de 01/01/2015, sendo que, para mulheres com um filho, o prazo se estende por mais um ano e, para quem tem dois ou mais filhos, o prazo adicional será de dois anos.

Além disso, a cientista deve ter residência estável no Brasil, desenvolver projetos de pesquisa em instituições nacionais, e ter “curriculum vitae” atualizado na Plataforma Lattes. O regulamento completo e mais informações estão disponíveis no site oficial do programa.

fonte: https://www.correiobraziliense.com.br/euestudante/trabalho-e-formacao/2023/06/5100710-programa-de-incentivo-a-participacao-de-mulheres-na-ciencia-abre-inscricoes.html

 


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